O dia 10 de novembro é dedicado à conscientização sobre a surdez e à importância da prevenção da perda auditiva. A data chama atenção para um problema de saúde pública que afeta milhões de brasileiros, em diferentes faixas etárias. A surdez pode ter causas congênitas, genéticas, infecciosas, relacionadas ao envelhecimento ou à exposição a ruídos intensos. Por isso, mais do que tratar, é fundamental promover ações que evitem o surgimento ou agravamento da perda auditiva.
Entre as principais medidas preventivas estão o cuidado com a saúde do ouvido desde a infância, a vacinação adequada (especialmente contra doenças como caxumba, rubéola e meningite), o controle de infecções de vias respiratórias e o uso racional de medicamentos ototóxicos. Também é essencial proteger os ouvidos contra ruídos excessivos — seja no ambiente de trabalho, em shows, ou no uso prolongado de fones de ouvido em volume alto. A audição é um sentido precioso e silenciosamente vulnerável; muitas vezes, o dano ocorre de forma gradual e irreversível.
O diagnóstico precoce é outro ponto-chave na luta contra a surdez. Exames simples, como a triagem auditiva neonatal e a audiometria, permitem identificar perdas auditivas antes que causem prejuízos significativos à comunicação, à aprendizagem e à qualidade de vida. Em crianças, o diagnóstico e a intervenção precoces são determinantes para o desenvolvimento da linguagem e da socialização. Em adultos e idosos, permitem preservar a autonomia e evitar o isolamento social frequentemente associado à deficiência auditiva.
Neste dia 10 de novembro, o convite é para que cada pessoa cuide da própria audição com a mesma atenção que dedica à visão, ao coração ou à pele. Consultas regulares com o otorrinolaringologista, hábitos auditivos saudáveis e informação de qualidade são os melhores aliados na prevenção da surdez. Cuidar da audição é cuidar da comunicação, da convivência e da vida em toda a sua plenitude sonora.
Dr. Fábio Alencar
Otorrinolaringologista pelo Hospital das Clínicas da FMUSP.